Tenho os
bolsos vazios
E o coração
cheio de saudade,
Por onde
caminho, encontro pessoas,
Pessoas que
não conheço...
Mas meus
sonhos recordam
De rostos e
lugares tantos
Que mesmos os
desencontros da vida
Não afastam
meus olhos do tempo que passou.
Quem amou,
viveu o melhor das horas,
Mesmo que as
chuvas e trovões
Tenham encharcados
seus corações.
Terra boa,
terra curtida,
Um porto e
bom mar amigo
Que sempre
está comigo
Por onde eu
desejo navegar.
É devagar
que busco lembranças,
Não quero
que as crianças que vejo, cresçam,
Quero que
permaneçam na minha memória,
Como as
crianças mas minhas melhores histórias.
Ah!
Palavras, palavras, palavras!!!
Quantas eu
digo, quantas cabem
Neste imenso
relicário!!
Bom dia, boa
noite,
Madrugadas a
fio, viajando entre as terras,
Que meus pés
ousaram pisar.
O frio, ou o
calafrio dos encontros,
Santos e
pecaminosos desejos,
Um abraço,
ou mil beijos,
Tantos sentimentos
sentidos
Que os
ventos prometidos pela natureza
Não varreram
a beleza destes versos.
O universo
permanecerá o mesmo,
Mas os
sonhos que virão
Terão o
melhor sabor
Do que eu
chamo de saudade...
Mário Sérgio
de Souza Andrade

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